Mesmo após perder Oscar, São Paulo não irá mudar postura com atletas da base


  • Mesmo após perder a principal estrela de seu tão falado CT de Cotia, o jovem Oscar, o São Paulo não deve mudar a sua postura em relação à utilização no time principal de jogadores vindos das categorias de base. Pelo menos é isso que afirma o superintendente de futebol do clube, Marco Aurélio Cunha.

    De acordo com o dirigente são-paulino, o clube tem um projeto para estes jogadores, que deve ser cumprido independente de situações em que o time passa por reveses. Na segunda-feira, o São Paulo recebeu a sentença, em primeira instância, que liberava o meia Oscar do seu contrato com a equipe tricolor. Nesta quinta-feira, o jogador foi apresentado no Internacional de Porto Alegre.

    Marco Aurélio Cunha afirma que um time que decide “todos os campeonatos” não tem o mesmo espaço que outros para os jogadores da base. Ele usa os brasileiros que se naturalizaram e jogam a Copa do Mundo por outros países como exemplo: “É como o Cacau, que não está na seleção brasileira, o Deco, Liedson, até o Neymar e o Ganso, que não estão na seleção. Não vamos nem discutir se os que estão lá são melhores, mas tem que analisar o resultado. Ela compete e ganha, e com isso a chance deles jogarem na seleção diminui”, sintetiza.

    O dirigente traça outro paralelo e diz que normalmente o espaço ao jogador novo é dado após uma fase de maus resultados: “Aí você não tem recurso para montar um time inteiro e você dá chance para o jogador da base”. Ele cita ainda o arquirrival Corinthians como exemplo de juvenis preteridos por atletas mais experientes: “Veja o time que eles montaram para a Libertadores. Contrataram um monte de jogador e não aproveitaram a base”, analisa.

    O fato de o clube estar mais uma vez nas semifinais da Copa Libertadores, para Marco Aurélio Cunha, é prova de que a estratégia tem dado certo: “Se estamos aqui é porque a equipe não foi mal convocada. Se chegamos nos últimos quatro anos à última rodada do Brasileirão podendo ser campeões, é sinal que o time é competitivo. Isso é auto-explicativo”, acredita o dirigente.

    Atualmente, apenas sete jogadores revelados na base do São Paulo têm treinado com o grupo. Destes, quatro têm jogado constantemente: Rogério Ceni, no clube há quase vinte anos, Jean e Hernanes, saídos da base há pelo menos cinco anos, e Wellington, volante improvisado na lateral-direita, mas que, após operar o joelho nesta quinta-feira, deve perder o restante da temporada.

    Além deles, Sérgio Mota tem 11 jogos com a camisa tricolor em três anos entre os profissionais, o atacante Henrique outros dez, e Diogo ainda não estreou. Existe a expectativa que pelo menos outros dois jogadores sejam integrados ao grupo já na próxima semana. Lucas Gaúcho e Bruno Uvini, em fase final de treinamentos com a seleção brasileira sub-19, e Marcelinho, destaque na Copa São Paulo de Juniores, são os favoritos.
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