O dirigente traça outro paralelo e diz que normalmente o espaço ao jogador novo é dado após uma fase de maus resultados: “Aí você não tem recurso para montar um time inteiro e você dá chance para o jogador da base”. Ele cita ainda o arquirrival Corinthians como exemplo de juvenis preteridos por atletas mais experientes: “Veja o time que eles montaram para a Libertadores. Contrataram um monte de jogador e não aproveitaram a base”, analisa.
O fato de o clube estar mais uma vez nas semifinais da Copa Libertadores, para Marco Aurélio Cunha, é prova de que a estratégia tem dado certo: “Se estamos aqui é porque a equipe não foi mal convocada. Se chegamos nos últimos quatro anos à última rodada do Brasileirão podendo ser campeões, é sinal que o time é competitivo. Isso é auto-explicativo”, acredita o dirigente.
Atualmente, apenas sete jogadores revelados na base do São Paulo têm treinado com o grupo. Destes, quatro têm jogado constantemente: Rogério Ceni, no clube há quase vinte anos, Jean e Hernanes, saídos da base há pelo menos cinco anos, e Wellington, volante improvisado na lateral-direita, mas que, após operar o joelho nesta quinta-feira, deve perder o restante da temporada.
Além deles, Sérgio Mota tem 11 jogos com a camisa tricolor em três anos entre os profissionais, o atacante Henrique outros dez, e Diogo ainda não estreou. Existe a expectativa que pelo menos outros dois jogadores sejam integrados ao grupo já na próxima semana. Lucas Gaúcho e Bruno Uvini, em fase final de treinamentos com a seleção brasileira sub-19, e Marcelinho, destaque na Copa São Paulo de Juniores, são os favoritos.