Bonito ver atletas da bola exibirem atitude, como no tempo em que jogador falava e tinha barba
E isso bem antes de saberem, pelo blog do Birner, que um espectro chamado Dunga rondava o Morumbi e a vizinhança. Não, os tricolores não merecem. Seria muito castigo, mesmo considerando que a soberba costuma vestir as cores do clube e sair por aí na estica.
Em um meio em que ninguém fala, ninguém tem opinião formada neste esporte desde a Democracia Corintiana, ainda nos anos 1980, é comovente ouvir boleiros na defesa do comandante-em-chefe. A culpa é nossa, declarou com sinceridade o zagueiro Miranda. O Ricardo somos nós, deixou explícito o goleiro Rogério Ceni.
Bonita a atitude dos são-paulinos, mas ninguém está livre da burrice que assola a cartolagem. O time pode mudar de técnico em cima da decisão das semifinais da Libertadores, essa obsessão em vermelho, branco e preto. Se é que algum dirigente já não foi ao Twitter a essa altura e o demitiu.
Uma atitude do tempo em que os jogadores de futebol falavam e muitos tinham barba e bigode como rebeldia e desobediência. Porque hoje ninguém se pronuncia, todo mundo é obediente e cordato. Tudo bem, amigo, você não precisa ser assim um Afonsinho, um Paulo Cesar Caju, um doutor Sócrates, mas que fale, desembuche, seja homem.
A reação do elenco tricolor foi desse porte.