Vice do Inter se apoia em atitudes anteriores do São Paulo para defender antecipação
"É de longa data que existe a possibiluidade de inscrição de novos jogadores nas duas últimas rodadas(semifinal e final). Acontece na Sul-Americana, na Libertadores, e o São Paulo é um clube que dá exemplos anuais de gestão trazendo jogadores em meio à competição, alterando a sua lista com jogadores que decidem. Isso já faz parte da nossa cultura, e não vejo nada de novo, nada de excepcional neste tipo de situação", explicou.
O caso mais famoso de um jogador que chegou ao São Paulo em meio a uma Libertadores foi em 2005, com o atacante Amoroso. Ricardo Oliveira, em 2006, também foi contratado quando o clube paulista estava nas oitavas de final. Porém, o time tricolor não precisou de um lobby tão forte quanto o da Federação Gaúcha neste ano em favor do Internacional para liberar os jogadores.
Antes da primeira partida semifinal, no próximo dia 28, o Internacional tem dois jogos pelo Brasileiro, um deles amanhã contra o Atlético-MG. Fernando Carvalho disse que provavelmente Tinga e Renan estarão à disposição do técnico Celso Roth, enquanto que a liberação de Rafael Sobis pode demorar.
"Só o Tinga tem condições para amanhã, Sobis com mais dificuldades, porque a federação dos Emirados Árabes ainda não está adaptada ao sistema atual. Renan, provavelmente", falou.
Sobre o volante também paira uma dúvida: ele foi expulso na final da Libertadores de 2006, exatamente contra o São Paulo, e nunca mais atuou pela competição. Mas na Conmebol existe uma cláusula de prescrição de três anos, o que o liberaria para o jogo de ida das semifinais.
"Estamos hoje mandando para Assunção duas pessoas importantes do clube (Newton Drummond, diretor-executivo, e Daniel Cravo Souza, advogado) para que se delinie definitivamente essa situação. Lá não há um julgamento, há uma decisão administrativa", explicou Fernando Carvalho