"Meu vínculo era até o final da Libertadores. Sinceramente, não sei (o que vai acontecer). O presidente (Juvenal Juvêncio) pediu a palavra no vestiário, falou diretamente com todos e depois saiu. Não é momento de falar do meu caso em especial. Tem todo o dia de sexta-feira para resolver", disse o comandante.
Instantes depois do discurso do treinador, o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, assegurou que o profissional ainda faz parte do clube, mas não deu certeza sobre o futuro do ex-zagueiro.
"O técnico para o jogo de domingo é o Ricardo. Neste momento, não cogitamos fazer nenhuma substituição. Posso assegurar que o Ricardo deve dirigir o São Paulo na partida em Curitiba (contra Atlético-PR)", afirmou o dirigente. Apesar do discurso, o treinador deve mesmo se despedir do Morumbi nos próximos dias, já que vinha sofrendo forte pressão por parte da cúpula tricolor e também da torcida.
Gomes deixou claro durante sua entrevista que tem interesse em continuar no Morumbi. Por isso, Jesus Lopes acha fácil de resolver o assunto pelo menos até a decisão oficial do presidente Juvenal Juvêncio.
"As questões formais são sempre superadas pelas vontades das partes. Vamos conversar com ele e avaliar a situação. As questões têm que ser discutidas entre as partes sentadas em uma mesa", acrescentou Jesus Lopes.
Gomes assumiu o comando da equipe em julho do ano passado, assim que Muricy Ramalho foi demitido. Em um ano de contrato, ele esteve próximo duas vezes de chegar a uma decisão. Além da queda para o Inter, ele foi eliminado pelo Santos na semifinal do Campeonato Paulista de 2010.
Apesar de altos e baixos, o técnico resistiu a algumas ameaças de ser demitido, em especial após o péssimo reinício do São Paulo no Campeonato Brasileiro - após cinco partidas consecutivas sem vencer após a Copa do Mundo, Gomes correu o risco de cair antes mesmo da primeira semifinal contra o time gaúcho.